Resistência e interseccionalidade na videoarte de mulheres artistas racializadas
DOI:
https://doi.org/10.53943/ELCV.0126_67-85Palavras-chave:
Videoarte, Resistência, interseccionalidade, racismoResumo
O tema central deste artigo incide nas representações de mulheres videoartistas do seu corpo racializado e objeto de violência, que transformam as mulheres em não-sujeitos, mas também nas figurações da sua identidade e autodeterminação, centradas em narrativas de resistência autorreflexivas, no sentido da criação de si mesmas como sujeitos. Tendo como estudo de caso as peças de vídeo: «Free, white and 21» de Howardeena Pindell (EUA, 1980), «Absolute exotic» de Lilibeth Cuenca Rasmussen (Dinamarca, 2005), e «Insularidade» de Jacira da Conceição (Portugal, 2023), pudemos observar que a videoarte de mulheres é um fenómeno dinâmico que se articulou tanto com os movimentos feministas da Segunda Vaga como se ligou aos da Terceira Vaga, tal como os feminismos negros e chicanos, enquadrados pelo movimento de individualização e pelas transformações sociais mais amplas.
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